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Condenado a 18 anos de prisão no mês passado, rapaz pega outra pena igual por matar mecânico na frente de familiares

28/09/2021   00:13

 

Vê-se que o acusado possui a personalidade e conduta social voltada a prática de crimes
 
Pablo Henrique da Silva Sega, que fará 23 anos em novembro, foi condenado hoje pelo assassinato do mecânico Júlio Pereira Bastos, que tinha 41 anos. O crime aconteceu em 2018. Segundo consta nos autos, Pablo teria matado Júlio motivado pelo sentimento de vingança de Kenedy, que havia se desentendido com a vítima no passado.
 
Dessa forma, tomando as dores de Kenedy, Pablo foi até a residência de Júlio, na rua 1508 do bairro Cristo Rei, em Vilhena, e atirou contra a vítima, que conversava com familiares no momento em que foi baleada.
 
Pablo Henrique foi indiciado em julho de 2019 e, ao concluir o inquérito sobre a morte do mecânico, a polícia descobriu que Pablo Henrique havia cometido outro homicídio.
 
O crime em questão ocorreu no mesmo ano e teve como vítima o cantor Maylson Lucas de Campos Arruda. A morte de Maylson foi encomendada por Josiel da Costa Rodrigues, ex-marido da jovem com quem Maylson mantinha um relacionamento.
 
Pablo Henrique e Josiel, inclusive, foram julgados no dia 23 de agosto deste ano e foram condenados respectivamente, a 18 e 19 anos de prisão.
 
No julgamento de hoje, Pablo Henrique foi julgado por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Os jurados afastaram a tese de negativa de autoria e reconheceram as duas qualificadoras, condenando Pablo Henrique conforme pedia a denúncia.
 
A Juíza presidente do Tribunal di Júri, a sentenciar o réu, citou a outra condenação ao analisar sua conduta: “vê-se que o acusado possui a personalidade e conduta social voltada a prática de crimes, inclusive foi condenado na primeira reunião de julgamento por outro delito de homicídio, cometido em situação semelhante a este”, citou.
 
Ao final, a juíza dosou a pena em 18 anos de reclusão a serem cumpridos, inicialmente, em regime fechado. A magistrada não concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade. 
 
 
 

 

 

 

 





Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci


 
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